21 de mar de 2009

Sidharta






Toni é o Buda de Assu.
Não aceita comer carne, nem peixe. Pede licença aos vegetais antes de por na boca. Conversa com o chão, com as nuvens no céu. Respeita a água como quem mareia. Não reclama, não deseja.
Já no seu aniversário de 4 anos, quando perguntaram pra ele qual tinha sido o seu pedido ao apagar as velinhas ele confessou:
- “Pedi ao bolo pru meu Pai andar mais devagar, principalmente quando vai me levar à escola”.

Ele guardou essa imagem no meu celular, compenetrado, mas veja.

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6 de mar de 2009





Agradar tem dessas coisas: é sempre assim que vasa uma ponta do abismo pra dentro da novela. E ficam sorrindo de nós, refeitos em desculpas atravessando a melodia gritando. Quero a desculpa... Mais culpa! Você nunca será agradável como na hora que precisou me ouvir. Eu ainda ensaiei seu besouro nome no centro da história. Mas, deixei a truculência tomar partido na cena.
Tinha um beijo pedinte em seus olhos e, outra cara machuca.







Meu ventilador tem um barulho, que não se encontra em qualquer dessas coisas que inventam. Você viu, né?
Dormir sossegado tem um tempo que dá. Tantas vezes abusa, mas, dá sorte.
Parados, lado alado...
Brigando por qualquer merda, adiando nosso tesão. Esquecemos que a qualquer hora a gente pode sair, daqui, e entender doutro jeito.
Sem mais ou menos, agora talvez depois disso seja momento de requentar nossa história, com um monte de desculpas.







“- Consola-te. Afinal não há mais nada.
- Não há mais nada? E o coração da gente?”
J.L.C.


Como foi que chegamos aqui?
Estamos presos nessa jornada.
A luz do sol não nos convida
à alegria, à nova estrada.

Deixo quantos prazeres tiveres,
entre mim e ti
haverá sempre um moinho,
mastigando nossos olhares.

Seiva e vida fugia de tua face...
Repeti continuo os versos
de outrora:
“Não sei por que choras... Não foste tu
que desmanchaste o ninho?”

Agora, para sempre
consola-te, não me apavore.
Há sempre um limite para a ingratidão.
Encheste a boca, foi-se a escravidão.
Amassa e come o teu pão mesquinho.

Uma vida nova em mim lateja,
meu orgulho ferido em ti tropeça.
E, há um amor sincero
que não rasteja.





Inocente o coração!



O olho não vê.







Na paz...
Aconselha seus companheiros
Libertas as suas entranhas
No entender
No vasto







Uma estrada
muito vista
prestes a ser lembrada...

Como se faz
a memória
no caminho,
longe não há, tem...

Os passos
avançando
refinando um pó.
Venta
agarrado em nós
como um carrapicho.

Que o tempo,
pensando bem,
refaz
numa ampulheta.







Quasar

Pensei...
As estrelas caíam e caem
e assim existe
e resiste
esse encanto
do bordado no infinito.

Assumo logo:
não sei
aonde
se depositam
esses rastros
que mergulham na noite.

Talvez
um enorme poço guarde
esse brilho imenso
escorregado
vazado do éter
como uma faiscante lágrima.

Ou seria mesmo
uma gota
babada
pelo universo
neste abismado caos?

Aos pés da noite
estão todas as estrelas
cadentes, como um braseiro
numa miragem
atemporal.
Como um grande sol
mergulhado.
Repousa
aliciando um sonho.

Sendo estrela
será cinza.
Sendo um sonho
será sempre um astro. Único.
Prometendo amanhã.







Parece que alguma coisa é grande demais ou faz melhor nos dias escapando...
Meus dedos anelaram seus dourados cabelos. Sua proposta era, ou seria, avizinhar meus apelos. Meu tesão escorrendo sem domar sua revolta.
Eu vim
somando com a sorte
essa estrada
longa de visão.

E vc é contente
traz na bagagem
esses fatos
alegres
que a gente
bordar na paisagem
falou!







Noturno de belo
horizonte folhado.

Na precisão
do vazio
treme
depositando
o céu
sossegado.

...

O vapor do dia já traz
o cheiro de sol.

Alimenta constante
esse tipo de fé
que dá na gente.







Dobrei o cabo da boa esperança, não sem alguma novela. Depois da terceira constelação, num planeta bonzinho... É uma festa!
Fugindo do padrão. Atravessei uma moita de estrelas, todas precipitando feito cometas. Pela janela passando uma imensidão numa conexão sem nexo. Acôrdamos tudo e veja: nossa nave é vasculhada pelos curiosos de plantão e vc as gargalhadas, num tira teima. Esqueça!
Nesse espaço sideral sabemos exatamente o que vem de bandeja.
Só melhora o clima quando desligamos os motores e ficamos sem gravidade, flutuamos mansinhos a sorrir.



“o fogo ainda queima...”

Jantamos uma pílula
adoidada
não tinha cheiro de pão
era como ração
pra cachorro – sem gosto.

Nesse espaço biruta
tudo é tão grande
e maluco. Disperso.
Só dá certo
porque tem vc
[estranha e matuta]
bem por perto.







É sempre cheio de razão
que ele vem
rebocando uns boa noites
pelas calçadas.

Fica tão quietinho entre as minhas perguntas,
remenda assim Todo tolo disparate de antes.

Não sei dizer
se ele dorme aqui
por paixão
ou precaução.







Atalho de mim.

Deixo o decidido
nesse atalho
eu não passeio mas,
vc nem sabe disso.







Salve os bons
nessa jornada
a nossa fé atravessa
outro amanhã.
Inventa o futuro
honestamente dizendo:

Aqui parece que nada muda.
Aparece tudo igual, tudo
tão consequente.
Entre os estranhamentos
existe sempre uma porta
do sair por aí
através dos grilos
cantando.







Fez-se limite
nesta manhã.

Não espaça o bom
na pedra que narra
o perseguido.
Nem escapa o bem
num clima de amor
sem presságios.

Fonte mais dura
essa escova que apanha
os pequeninos grãos
nos teus cabelos.

...

Num sonho...
Vinha dos antigos segredos,
ensinando mães as criaturas.

Hão de varar mundos
certeiros,
antes que a memória
em sobressalto
seja só
passado.

Rondam-me nesta manhã...
Um cheiro de chuva.
Um barulho dos ares,
helicópteros na manhã
estampam o céu e,
faz vitrine dos teus
invernos.

...

Vinha da beleza,
vinha do amor
nas nossas escapadas.
Sem planos era a mais linda,
a mais cheirosa flor
que abria.

Doía-me, pelo erro,
desperdiçar o amor
pelas longas madrugadas.
Onde os fatos eram mortos,
mortos no silêncio
de nossas revelações.

Afastados do mundo,
mudos pra nós.
Num horizonte, seguros.
...
.
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