14/09/2011

Ano.36®

Editei meus cadernos 36 durante os dias em q estávamos, eu e Bibia, em Natal, somente quase nós, num enquanto ela se refazia de uma intervenção médica que a fez nova em folha, vibrando de saúde.
Como é sempre, avanço meus anos escrevendo todos os dias antes de dormir, de poeta lida, é minha oração -  aumenta minha sorte... 
Aí está mais uma diletante colheta nos escritos desse meu recente ano da graça:








I
Estive
num correr de emoções.
Sei exatamente
o que falta ao senso, somente
não sei explicar.

Panorâmico,
num sorriso que desdobra.
Agora é finalmente, estou feliz
como num cumprido, sempre
melhor acomodado.
Experimentando o sendo.

... 


Nem sempre se faz o que deve ser feito
preferindo aclamar, supor com as palavras,
a resolver com a correta ação.
Também assim... Faz melhor!
Já pensou
esse mundo todo
por palavras
refeito?

Antes disso
descarregam
tantas boas ideias,
enquanto há
os asco'ments
mais doentes.

Passo a deixa
não sou o único
estranho tudo
que lamenta
tentando estragar.

...


Nasce consciente uma esperança em mim... Eu que nunca fui muito dado a precisar da tristeza pra nada... Fiquei confortando a solidão num poema, no sono sozinho. Antes que me falte a memória dos poemas, bem certo de que me vale os sacrifícios, espero feito em teima a amplitude de sorrir somando as vezes que o vi chegar.
Esclarece meu peito essa luz, sou estimado exatamente pelas ações que somam.

...

Passo devagar, neste sumido, consumido demais pra reverter. Apareço bem mais louco, um pequeno bicho dado a cometer.
Meus dedos contam as passagens que vc me ensinou, estimando as peças desse tabu.
Alargado em meio à divisão,
evitando senão.

Pode ser que eu sinta,
pode ser que eu diga, te siga!
Quero ver - Já pode ser...

...




Existe uma profundidade nas relações... 
Antecipar o amor 
que fundirá os laços... Feliz 
faz dos gestos enormes vantagens... 

Prontas a esconder na escolha.


...

Por enquanto
tenho pressa,
minha cara esperta
tão cheia de sonhos,
refazendo a festa.

E, o que é o tempo
senão
a dança
das naturezas...

II
Couraça
não sentir
cada imensa bolha
cava imensa vala
quando um rito anda
num saber que demanda...

Estou sem saber
o que esconde as certezas,
sendo vago
anel das correntezas...

...

Nos satisfaz saber,
temíamos que por uma peça
desmiolada do destino
continuasse a fugir de nós.

Assumimos seu retrato,
espera-se querendo...
Ouvir vozes que na noite
evaporem os medos e,
ousadamente,
um pedaço da miragem
ele ignore.

...

Materializar-se
nos desejos mais puros.
Numa forma de combinar
que não há nada de certo
nem errado...

Enquanto é reto.

...

No meio daquela ladeira
perto da estrada
havia um homem
que sempre balançava
seu chocalho à passagem
das caravanas.
Era um emprego de tempo
decente, um apego urgente
em saudar os estranhos
peregrinos que somente passavam.

Numa alegria ingente, recebia as novidades,
as gorjetas nunca, por esta atividade...
Mas sozinho, ele sonhava com as terras
além das montanhas, dos campos vastos
do seu povoado para o mundo todo em destino.
Caprichando num sorriso
no contente efêmero aceno
de visitar num recado.

Ao distante os passantes,
os comboios...
Na descida, em restante,
sua imaginação era a fonte
para infinitas paisagens.


III
Quando falo de amor
estou sempre disposto
a antecipar um beijo...
Sem aquela de "véspera do escarro"...

Pedi tantas vezes ao acaso
que me fizesse flutuar
que recolho as palavras...
E salta fora minha língua em permissão.
Sempre eu sinto a carne mais corretamente,
de olhos fechados, no calor calar de um amistoso beijo.

...

Sublime vi esse teu desejo
deitado ao lado
nesse estreito chão
entre nós
apenas o espelho
encontrando motivos pra esperar
um prazer de cortar
os limites que enganam...

Ardíamos
cá/entre nós
feito náufragos
tão sem pontes...

...

Não sei o quanto
eu posso entender
essas coisas:
Continuamente.
Carinhosamente.
Arranhando
esse sério encontro
e preciso motivo.

Um rasgo, essa ilusão
nas parábolas secas...
Viu o que dizem por aí?
- Somos umas aranhas, tecendo
uma armadilha, sem conceito.

...

Leve de coração
nessa minha festa...
Concentração precedida
pelos meus antepassados ditosos.  Viventes
são, ainda e para sempre.
Na alegria de nossa memória.

Fartos e com saúde, milagre é confiança.

Saber-se
humanamente tecidos
da mesma histórica carne.

...

Um lapso essa ilusão
nas parábolas secas
afundadas na areia.

Nascerão?
Encantadas que são
em falta de certezas?

Inegáveis à quem nos tem...
Não é o tipo de pertencer
que nos põe em queima,
é aquele consentido.

...

Estou mais...
exausto
descobri
Não queria
um eu
queria todos...

...

Passo por tantos lugares,
minha sombra é gigante.

Assombra-me o gigante
preso num homem
que soma tudo
tentando conhecer-se.

Restando
praticamente exausto
de palavras.
Nuvem formada antes,
sabendo aonde
o sentimento alcança.

Cada vida que passo
me encontro ao estranho
varando o imenso...
Procurando essa chama.

Marcar um tempo assim
onde o amor é grande
e trás mais surpresas?

Sem início ou fim.
Nossa fruta - um jardim.

Mil frutas num jardim...
Com traços de sobremesa.

...

Atento
quantos elementos
destacam-se na paisagem
sorrateiros tentando
firmar


para sempre
a impressão.

Iluminados
pela inconsciência
do espaço.
Brincando de símbolos.
Ostentando uma busca.

Passo a somar o espaço
na perspectiva do passo.

Entrando
e encontrando

outras soluções.








Uma voz interna em mim é chama, me chama:
compensa essa ciência saber que não estou morto
porque lhe falo com químicas cores, canto de amores.

Acorda bem cedo esse gesto de permissão
confiando com certeza nos abraços de quem é alegria,
viciado apenas num sonho - livre entusiasmado,
      parceiro confiante do dia-a-dia. 




Leia mais poemas em 
vibrante canto de poetas 
de excelentes linhas.

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