14 de mar de 2012

37.open





Engana-me as abelhas...

Não vejo os zangões
como bichos alados, vejo-os mais
como escravos que são,
pastoreando a sua tomada seiva.
Defendendo a ninfomaníaca dama
de sua comédia.

Ter asas não lhes induz à liberdade.
São prisioneiros de uma sina, escolados
pela bio rotina de sua emergente casta.

Não os imagino com vida própria,
para o alento de suas batalhas.
Sem a coragem, num fim,
que mereçam as suas asas.




Parte do obtido
é sustentado
por vício:
agarrado fica
à queima roupa
como um carrapicho.



Esta bela urtiga encontrei no Mendubim. 
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